A mordida profunda acontece quando os dentes superiores cobrem os inferiores além do esperado. Para quem já recebeu esse diagnóstico, uma das perguntas mais comuns é se dá para fazer o tratamento com alinhadores transparentes, e a resposta é: em muitos casos, sim. Mas Invisalign e mordida profunda não formam uma combinação que possa ser indicada da mesma maneira para todo mundo.
Antes de decidir pelo uso dos alinhadores, eu preciso entender de onde vem essa sobremordida, como os dentes estão posicionados e quais movimentos serão necessários para corrigir a relação entre eles. Em alguns casos, o planejamento envolve movimentar principalmente os dentes anteriores; em outros, é necessário atuar também nos posteriores, na inclinação dentária ou em diferentes pontos ao mesmo tempo.
Por isso, ao longo deste artigo eu vou mostrar como o Invisalign pode participar da correção da mordida profunda, quais recursos podem entrar no planejamento e por que a simulação digital não deve ser confundida com uma promessa de resultado. A ideia é ajudar você a entender o que realmente precisa ser avaliado antes de escolher o tipo de aparelho.
Invisalign corrige mordida profunda?
Sim, o Invisalign pode ser usado para corrigir muitos casos de mordida profunda. Mas a indicação não depende apenas de quanto os dentes superiores cobrem os inferiores. O ponto principal é entender por que essa sobremordida está aumentada e quais movimentos serão necessários para corrigi-la.
É por isso que eu não avalio um caso pensando apenas se “dá para usar Invisalign”. Primeiro, observo a origem da mordida profunda, a posição e a inclinação dos dentes, a relação entre os dentes anteriores e posteriores e as características faciais de cada pessoa. A partir desse diagnóstico, consigo definir a estratégia de movimentação e avaliar se os alinhadores fazem sentido para aquele tratamento.
A evidência científica disponível mostra que os alinhadores transparentes podem ser efetivos especialmente em casos de mordida profunda de origem dentoalveolar leve a moderada. Ao mesmo tempo, os estudos também mostram que existe diferença entre o movimento planejado digitalmente e o que é realmente alcançado durante o tratamento. Isso significa que a indicação precisa considerar não apenas a possibilidade de programar determinada correção, mas também sua previsibilidade clínica.
Então, a resposta curta é sim: Invisalign corrige mordida profunda em casos bem indicados. A resposta mais completa é que o alinhador é uma ferramenta dentro de um planejamento ortodôntico, e o mesmo diagnóstico de “mordida profunda” pode exigir estratégias bastante diferentes de uma pessoa para outra.
Mordida profunda dentária e esquelética não são a mesma situação
Algumas mordidas profundas estão relacionadas principalmente à posição dos dentes. Os incisivos podem estar mais erupcionados, apresentar determinada inclinação ou existir uma relação entre dentes anteriores e posteriores que favoreça o excesso de sobreposição.
Em outros casos, existe também um componente esquelético importante, ligado às proporções da face e à relação entre maxila e mandíbula. Essas diferenças não são detalhes técnicos sem consequência. Elas interferem diretamente na escolha dos movimentos e na previsibilidade do tratamento.
Por isso, duas pessoas que aparentemente têm uma sobremordida parecida podem receber planejamentos diferentes. A revisão sistemática mais recente sobre alinhadores e mordida profunda encontrou resultados favoráveis principalmente para alterações dentoalveolares leves a moderadas, enquanto a evidência para casos com componente esquelético continua menos definida. Os próprios autores classificaram a qualidade geral das evidências disponíveis como baixa, o que exige cautela com promessas universais.
Eu explico com mais detalhes essas diferenças no conteúdo sobre mordida profunda: causas, consequências e tratamento. Aqui, o ponto mais importante é entender que identificar a origem do problema vem antes de decidir qual aparelho usar.
Como o Invisalign consegue diminuir a sobremordida?
Para corrigir uma mordida profunda, não existe um único movimento que sirva para todos os casos. Dependendo da posição inicial dos dentes e das características da mordida, eu posso planejar diferentes combinações de movimentos para reduzir a sobreposição entre os dentes superiores e inferiores.
Em alguns casos, parte da correção acontece com a intrusão dos dentes anteriores, ou seja, com um movimento controlado desses dentes em direção ao osso de suporte. Em outros, o planejamento pode incluir movimentos nos dentes posteriores, mudanças na inclinação dos incisivos ou uma combinação dessas estratégias.
É justamente por isso que olhar apenas para a imagem dos dentes sobrepostos não é suficiente. Duas mordidas profundas com aparência semelhante podem precisar de mecânicas diferentes.
Intrusão dos dentes anteriores e movimento dos dentes posteriores
Quando existe indicação para intrusão, os alinhadores são planejados para produzir forças que movimentem os dentes anteriores verticalmente. Esse movimento pode acontecer nos dentes superiores, nos inferiores ou em ambos, conforme o diagnóstico.
Os dentes posteriores também podem participar da correção. Em determinados planejamentos, sua extrusão ajuda a aumentar a dimensão vertical da mordida e a diminuir a sobreposição anterior. Há ainda situações em que a alteração da inclinação dos incisivos contribui para essa abertura.
Estudos clínicos sobre tratamento de mordida profunda com alinhadores mostram justamente essa combinação de mecanismos. Intrusão anterior, movimentação posterior e controle da inclinação dos dentes podem participar em proporções diferentes de acordo com cada caso.
Na prática, isso significa que eu não penso apenas em “abrir a mordida”. Eu preciso definir quais dentes devem se movimentar, em que direção e como esses movimentos vão interferir na mordida como um todo.
O nivelamento da curva de Spee também faz parte do planejamento
Outro conceito que pode aparecer no tratamento é a curva de Spee, que corresponde à curvatura formada pelos dentes quando observamos a arcada de lado.
Em muitos casos de mordida profunda, essa curva está mais acentuada. Para reduzir a sobremordida, pode ser necessário nivelá-la ao longo do tratamento. Isso pode envolver intrusão dos incisivos, movimentos dos dentes posteriores e controle da inclinação dentária.
O Invisalign permite programar esse nivelamento, mas isso não significa que todos os movimentos aconteçam exatamente na mesma proporção planejada. Estudos que avaliaram a curva de Spee com alinhadores encontraram diferenças entre o que foi programado digitalmente e o que foi obtido clinicamente, especialmente em determinados movimentos verticais.
Esse é um dos motivos pelos quais eu acompanho a resposta dos dentes ao longo do tratamento e não considero o planejamento digital como algo estático. A movimentação precisa ser avaliada clinicamente durante o processo.
Além dessas estratégias, alguns planejamentos de Invisalign para mordida profunda podem incluir um recurso específico nos próprios alinhadores: as bite ramps, que veremos a seguir.
Bite ramps no Invisalign: para que servem na mordida profunda?
As bite ramps são pequenas elevações incorporadas à parte interna de alguns alinhadores superiores. Quando os dentes inferiores entram em contato com essas rampas, os dentes posteriores ficam sem contato entre si. Esse recurso pode facilitar determinadas mecânicas usadas para corrigir a mordida profunda.
No planejamento com Invisalign, eu posso utilizar as bite ramps quando esse recurso fizer sentido para os movimentos que pretendo obter. Elas podem auxiliar, por exemplo, em estratégias que envolvem intrusão dos dentes anteriores inferiores e controle da mordida durante o tratamento.
É importante diferenciar as bite ramps dos attachments. Os attachments são estruturas aderidas diretamente aos dentes. Já as precision bite ramps fazem parte do próprio alinhador e não são preenchidas com resina composta.
A própria Invisalign incorporou esse recurso aos protocolos destinados à correção da mordida profunda e, nas gerações mais recentes do sistema, associou sua utilização a estratégias de intrusão anterior e nivelamento da curva de Spee.
Ter bite ramps não significa que todo caso será tratado da mesma maneira
Encontrar bite ramps no alinhador não permite concluir, sozinho, como a mordida profunda está sendo corrigida. Elas são um recurso dentro de um planejamento maior, que pode envolver intrusão, extrusão, controle de inclinação dos dentes e outros movimentos.
Também não considero a presença das rampas uma garantia de que a correção será mais previsível. Um estudo retrospectivo publicado em 2024 avaliou adultos com mordida profunda esquelética tratados com Invisalign com e sem precision bite ramps e comparou esses grupos com pacientes tratados com aparelho fixo. Os resultados mostraram correção da mordida profunda nos grupos com Invisalign, mas não permitem tratar as rampas, isoladamente, como responsáveis pelo resultado clínico.
Outro estudo, realizado com adolescentes, encontrou uma diferença importante entre a redução da sobremordida planejada no ClinCheck e aquela efetivamente obtida após a primeira sequência de alinhadores. Nesse grupo, o uso de bite ramps não apresentou diferença significativa na previsibilidade da redução da sobremordida.
Por isso, eu não parto da lógica de que mordida profunda precisa obrigatoriamente de bite ramps. Primeiro defino qual movimento preciso produzir e qual mecânica considero adequada para aquele caso. Depois escolho os recursos que podem contribuir para executar esse planejamento.
As rampas podem ser úteis, mas continuam sendo uma ferramenta. O que orienta sua indicação é o diagnóstico e a estratégia de tratamento.
O resultado do ClinCheck é exatamente o que acontece na boca?
Não. O ClinCheck é uma ferramenta de planejamento que me permite definir a posição desejada dos dentes, organizar a sequência dos movimentos e visualizar digitalmente os objetivos do tratamento. Mas a imagem final apresentada na tela representa o que foi programado, e não uma garantia de que cada dente chegará exatamente àquela posição.
Essa diferença é especialmente importante na mordida profunda, porque sua correção depende de movimentos verticais que nem sempre apresentam a mesma previsibilidade clínica.
No meu planejamento, portanto, eu não avalio apenas se o resultado final da simulação parece adequado. Analiso como os dentes precisam chegar até ele, quais movimentos estou solicitando, qual será a sequência e onde podem existir pontos de maior dificuldade.
O tratamento acontece em tecidos vivos. Dentes, raízes, osso e ligamento periodontal respondem às forças ortodônticas de maneira individual. Além disso, os alinhadores precisam permanecer bem adaptados aos dentes para que consigam transmitir as forças planejadas.
Por isso, o acompanhamento clínico continua sendo parte essencial do tratamento, mesmo quando todo o planejamento foi realizado digitalmente.
O que os estudos mostram sobre a correção da sobremordida
Os estudos que compararam a redução de sobremordida planejada no ClinCheck com aquela realmente obtida mostram uma diferença relevante entre esses dois resultados.
Em um estudo com adultos com mordida profunda tratados com Invisalign, a correção alcançada após a primeira sequência de alinhadores ficou abaixo daquela programada digitalmente. Os pesquisadores também observaram diferenças entre os movimentos verticais e as alterações de inclinação planejadas e efetivamente realizadas.
Uma revisão sistemática publicada em 2025 chegou a uma conclusão semelhante. Ao reunir os estudos disponíveis sobre alinhadores transparentes e mordida profunda, os autores encontraram precisão de correção abaixo do planejamento inicial e destacaram a necessidade frequente de estratégias como sobrecorreção planejada ou novas sequências de alinhadores.
Os números variam entre os estudos. Uma pesquisa publicada em 2023 encontrou cerca de 33% de correção em relação ao planejado na amostra analisada, enquanto a revisão sistemática encontrou valores de precisão entre 33% e 48,88% nos trabalhos incluídos. Um estudo mais recente encontrou aproximadamente 55% da correção prevista. Essas diferenças refletem populações, métodos e protocolos distintos e não devem ser usadas para prever o resultado de um paciente específico.
O ponto clínico mais importante é outro: o que aparece no ClinCheck precisa ser interpretado como planejamento, e não como uma previsão matemática exata do resultado final.
Por que alguns movimentos são mais desafiadores com alinhadores
Os alinhadores não apresentam a mesma eficiência para todos os tipos de movimento dentário. Na correção da mordida profunda, isso ganha importância porque podemos precisar combinar intrusão, extrusão, inclinação e controle de diferentes grupos de dentes.
A intrusão dos incisivos inferiores, por exemplo, tem sido estudada especificamente por ser um dos movimentos envolvidos em determinados planejamentos de mordida profunda. Uma revisão sistemática publicada em 2025 encontrou variação considerável na previsibilidade desse movimento e identificou influência de fatores relacionados ao planejamento, aos recursos auxiliares e às características de cada paciente.
Isso não significa que o movimento não possa ser realizado. Significa que eu preciso considerar sua previsibilidade desde o início e acompanhar se os dentes estão respondendo da maneira esperada.
É justamente essa diferença entre o planejado e o que acontece clinicamente que faz com que o tratamento com Invisalign não termine necessariamente quando acaba a primeira sequência de placas. Em alguns casos, o resultado já está compatível com os objetivos definidos. Em outros, ainda existem movimentos ou ajustes de mordida que precisam ser finalizados.
Refinamento pode ser necessário para corrigir a mordida profunda?
Sim. Em alguns tratamentos com Invisalign, pode ser necessário fazer um refinamento para continuar corrigindo a mordida profunda ou ajustar movimentos que não aconteceram exatamente como planejado na primeira sequência de alinhadores.
O refinamento é uma nova etapa do planejamento. Eu faço novos registros, avalio a posição atual dos dentes e verifico o que ainda precisa ser movimentado. A partir daí, uma nova sequência de alinhadores pode ser programada.
Isso não significa, por si só, que o tratamento deu errado.
Como os dentes não respondem de maneira idêntica ao planejamento digital, alguns movimentos podem ficar parcialmente expressos ao final da primeira sequência. Na mordida profunda, isso merece atenção porque a correção pode envolver intrusão, extrusão, inclinação dentária e controle da relação entre vários dentes ao mesmo tempo.
Um estudo retrospectivo específico sobre refinamento em pacientes com mordida profunda mostrou que a maior parte da redução da sobremordida ocorreu durante a primeira sequência de alinhadores. Nas sequências seguintes, a eficiência da correção foi menor. Os autores concluíram que simplesmente acrescentar refinamentos sucessivos não significa obter a mesma quantidade de correção planejada inicialmente.
Para mim, esse é um ponto importante porque o refinamento não deve ser encarado apenas como “mais alinhadores”. Se algum movimento não aconteceu como esperado, preciso entender o motivo e decidir se a mecânica deve ser modificada.
Em determinados casos, isso pode significar alterar a quantidade de movimento programado, rever a sequência, modificar recursos auxiliares ou estabelecer novos objetivos para aquela etapa. A estratégia depende do que eu encontro clinicamente.
Por isso, avaliar o resultado ao longo do tratamento é tão importante quanto fazer um bom planejamento inicial. O ClinCheck orienta a movimentação, mas é a resposta clínica que mostra se o tratamento está acompanhando o que foi programado.
Eu explico esse processo com mais detalhes no artigo Refinamento Invisalign: por que novos alinhadores podem ser necessários?. Para quem está tratando uma mordida profunda, a principal informação é que a necessidade de refinamento pode fazer parte do tratamento, mas sua indicação precisa vir acompanhada de uma nova avaliação e, quando necessário, de ajustes na estratégia.
Quando o Invisalign pode não ser suficiente sozinho?
Nem toda mordida profunda tem a mesma origem, a mesma intensidade ou exige o mesmo tipo de correção. Por isso, existem situações em que eu posso considerar que o Invisalign, sozinho, não é a melhor estratégia para alcançar todos os objetivos do tratamento.
Isso tende a ganhar mais importância quando existe um componente esquelético expressivo, quando os movimentos necessários são pouco previsíveis com alinhadores ou quando a correção depende de um controle biomecânico que pode exigir recursos adicionais.
A revisão sistemática publicada em 2025 sobre alinhadores e mordida profunda encontrou resultados mais consistentes para casos dentoalveolares leves a moderados. Para mordidas profundas com componente esquelético, os próprios autores destacam que ainda não existe evidência suficiente para afirmar que os alinhadores tenham desempenho equivalente ou superior ao aparelho fixo.
Isso não significa que uma pessoa com componente esquelético esteja automaticamente excluída de um tratamento com Invisalign. Significa que eu preciso avaliar até onde a movimentação dentária consegue compensar aquela relação e se essa compensação é adequada para o caso.
Estudos clínicos mostram que os alinhadores conseguem produzir alterações dentárias relevantes na correção da mordida profunda, como intrusão anterior e extrusão posterior, mas as alterações esqueléticas obtidas apenas com essa movimentação tendem a ser pequenas.
Em situações mais complexas, o planejamento pode exigir associação com outros recursos ortodônticos ou até uma abordagem diferente. Casos com discrepâncias esqueléticas importantes, por exemplo, podem precisar de uma avaliação que vá além da movimentação dos dentes. Revisões mais amplas sobre indicações de alinhadores também apontam que más oclusões severas e discrepâncias craniofaciais importantes exigem cautela na indicação dessa modalidade isoladamente.
Quando há indicação de tratamento ortodôntico associado à cirurgia ortognática, os alinhadores ainda podem fazer parte do processo em casos selecionados. A literatura recente mostra uso de alinhadores antes e depois da cirurgia, embora a qualidade das evidências disponíveis ainda seja limitada.
Por isso, eu evito transformar a escolha do aparelho em uma decisão anterior ao diagnóstico. Se a pessoa chega ao consultório dizendo que quer Invisalign, minha avaliação não começa pela pergunta “como encaixar Invisalign nesse caso?”. Eu preciso primeiro estabelecer o que deve ser corrigido.
A partir daí, consigo decidir se os alinhadores são suficientes, se precisam ser associados a outros recursos ou se existe outra abordagem mais adequada. O objetivo não é fazer o caso caber em uma ferramenta específica. É escolher uma mecânica compatível com o problema que precisa ser tratado.
Como eu avalio se Invisalign é indicado para a sua mordida profunda
A indicação do Invisalign começa pelo diagnóstico, não pela escolha do aparelho.
Quando avalio uma pessoa com mordida profunda, preciso entender o que está causando o excesso de sobreposição dos dentes e quais movimentos seriam necessários para corrigir essa relação. Só depois disso faz sentido decidir se os alinhadores são uma boa opção.
Essa avaliação é individual porque o mesmo aspecto visual pode ter origens diferentes. Em uma pessoa, a correção pode depender principalmente da posição dos incisivos. Em outra, pode existir uma combinação de inclinação dentária, curva de Spee acentuada, relação entre os dentes posteriores e componente esquelético.
Por isso, eu não considero suficiente olhar uma fotografia do sorriso ou analisar apenas a quantidade de dente inferior que está escondida. A mordida precisa ser examinada como um conjunto.
O que observo antes de planejar os alinhadores
Na avaliação, observo a relação entre as arcadas, a posição dos dentes anteriores e posteriores, a inclinação dos incisivos, o padrão facial e as características individuais que podem interferir na movimentação ortodôntica.
Também utilizo os registros necessários para estudar o caso e planejar os movimentos. Dependendo da situação clínica, essa documentação pode incluir fotografias, escaneamento digital e exames de imagem.
Com essas informações, consigo responder perguntas que realmente importam para a indicação: quanto dessa mordida profunda precisa ser corrigido? Quais dentes precisam se movimentar? É necessário intruir incisivos, trabalhar dentes posteriores ou combinar estratégias? Existe um componente esquelético relevante? Os movimentos desejados têm boa previsibilidade com alinhadores?
É essa análise que permite transformar um diagnóstico genérico de mordida profunda em um plano de tratamento individual.
Planejar o tratamento é diferente de simplesmente escolher Invisalign
O Invisalign oferece ferramentas para programar movimentos dentários, mas quem define o que deve ser movimentado, em qual sequência e com qual objetivo é o ortodontista.
Eu uso o planejamento digital para organizar essa estratégia, avaliar a interação entre os movimentos e estabelecer os objetivos de cada etapa. Isso inclui decidir quando utilizar recursos como attachments, bite ramps ou outros auxiliares, sempre que houver indicação clínica.
A diferença é importante porque duas pessoas podem usar o mesmo sistema de alinhadores e ter tratamentos completamente diferentes.
Para mim, a pergunta principal não é apenas “minha mordida profunda pode ser tratada com Invisalign?”. A pergunta mais útil é: qual é a origem da minha mordida profunda e qual estratégia oferece uma correção adequada para o meu caso?
Quando o diagnóstico vem primeiro, o Invisalign deixa de ser o ponto de partida e passa a ocupar o lugar correto: uma ferramenta dentro do planejamento ortodôntico.
Invisalign para mordida profunda em Pinheiros e Vila Madalena, São Paulo
Se você recebeu o diagnóstico de mordida profunda ou percebe que seus dentes superiores cobrem excessivamente os inferiores, uma avaliação ortodôntica permite entender qual é a origem dessa relação e se o Invisalign é uma opção adequada para o seu caso.
Nos meus consultórios em Pinheiros e na Vila Madalena, em São Paulo, faço essa avaliação considerando a mordida como um todo. Analiso a posição dos dentes, as características faciais, os movimentos necessários para a correção e a previsibilidade desses movimentos com alinhadores.
Meu objetivo não é indicar Invisalign simplesmente porque existe uma preferência por um aparelho mais discreto. Primeiro procuro estabelecer o que precisa ser corrigido e, a partir disso, definir a estratégia de tratamento mais adequada.
Para quem procura tratamento de mordida profunda com Invisalign em São Paulo, essa etapa inicial também é importante para entender os limites da modalidade, os recursos que podem ser necessários e o nível de acompanhamento que o caso exige.
Atendo em Pinheiros, na Rua Joaquim Antunes, 727, conjunto 73, e na Vila Madalena, na Rua Purpurina, 131, sala 51.
Se você quer saber se o Invisalign pode ser indicado para a sua mordida profunda, me chame pelo WhatsApp e agende uma avaliação ortodôntica. A indicação começa pelo diagnóstico do seu caso.
Referências
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Fonte técnica oficial
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